A Arte de se Recortar e Juntar de novo...



Hoje me peguei costurando um monte de pedacinhos de tecido pensando em qual o significado da arte do Patchwork...
Cheguei a conclusão que o patchwork para mim, além de ser uma profissão, é uma tremenda terapia...
Isso porque enquanto você costura, você une partes, constrói...

Estou num projeto, usando pela 1ª vez uma técnica chamada “Crazy” (louca)... e me encontrei nela, como nunca me encontrei em nenhuma outra, apesar de ser apaixonada por várias...
Talvez porque essa técnica imite a vida...

Bem, primeiro eu peguei uma caixa, onde guardo todos os pedacinhos que tecido que sobram dos meus projetos (não jogo nenhunzinho fora..rsrs) e comecei a separar por tamanho e formato... quadradinhos, triângulos, tiras...
E comecei a costurar um no outro... assim mesmo... sem quase nenhum critério (essa é a essência do Crazy)

O que me apaixonou nisso tudo, é que assim como acontece na vida, a gente vai se virando com o que tem de melhor na gente, e tenta juntar com o que o próximo tem a nos oferecer... e no final, nunca sabe como vai ficar... e assim, nessa ânsia de conhecer o resultado final... vou me apaixonando por cada pedacinho... que em muitos casos em nada combina com seu pedacinho vizinho.

Às vezes, parece que não vai dar certo... então pego a tesoura, e corto umas arestas... aparo algumas sobras e dou continuidade no processo...
E não é assim na vida?
Quantas vezes somos surpreendidos por adversidades e temos que remodelar nossa superfície, para podermos nos encaixar?

Pois então, depois de tudo juntinho, do tamanho que precisava, recortei no formato certinho e fiz uma capa para a tábua de passar do Ateliê. 

Porque em casa de ferreiro, o espeto TEM que ser de ferro :)